segunda-feira, 27 de julho de 2026

ENIÑO 2026 : ENTENDA COMO FENÔMENO CLIMÃTICO DEVE AFETAR A PARAÍBA

 


Em 2026, previsões apontam que fenômeno natural pode se classificar como "forte" ou "muito forte", causando ondas de calor e secas em várias regiões do Nordeste.

Por Redação

27/07/2026 às 07:31

O El Niño de 2026 deve provocar aumento das temperaturas e intensificar os períodos de estiagem na Paraíba, especialmente no Sertão e no Cariri, além de influenciar a próxima estação chuvosa no estado. Segundo especialistas, o fenômeno tem potencial para ser um dos mais intensos dos últimos anos, o que pode ampliar os impactos sobre os reservatórios, a qualidade do ar e a demanda por água e energia elétrica.

O El Niño é um fenômeno climático provocado pelo aquecimento acima do normal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Esse fenômeno acontece por conta do enfraquecimento dos chamados ventos alísios, que, naturalmente, são responsáveis por empurrar as águas quentes em direção à Ásia e à Oceania.

Com os ventos mais fracos, a água quente permanece na superfície do oceano e dificulta a subida das águas profundas e frias. Como consequência, o fenômeno altera os padrões de chuva e de temperatura em diferentes regiões do planeta.

O que diferencia o El Niño de 2026 dos eventos anteriores?

Em entrevista ao g1, a meteorologista Morgana Almeida, do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), explicou que o padrão de aquecimento das águas do Pacífico indica que o El Niño de 2026 pode ser mais intenso do que os registrados nos últimos anos.

“Na costa do Peru, um aquecimento muito significativo desde o final de janeiro configurou o chamado El Niño Costeiro. Já na faixa central do oceano, que é a região com maior influência no clima do Brasil, o aquecimento se consolidou em meados de abril”, contou.

Além disso, projeções da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) apontam alta probabilidade de que a temperatura da superfície do Oceano Pacífico fique mais de 2°C acima da média. Caso isso se confirme, o fenômeno será classificado como "Forte" ou "Muito Forte".

Outro fator que pode intensificar os impactos é o cenário de mudanças climáticas provocado pelo aquecimento global.

“O coração da questão é o desenvolvimento de um El Niño em um cenário de mudanças climáticas. Quando um El Niño dessa intensidade se soma ao aquecimento global, o risco de eventos climáticos extremos se multiplica: ondas de calor mais intensas, secas severas no Norte e Nordeste e tempestades volumosas na Região Sul do Brasil”, acrescentou.

Como o El Niño de 2026 pode afetar a Paraíba?

Na Paraíba, o principal impacto esperado é o aumento das temperaturas, segundo a meteorologista.

“Nos meses de agosto, setembro e outubro de 2026, praticamente não chove, pois climatologicamente já é o início do período de estiagem e de maiores temperaturas na região. O El Niño poderá potencializar esses aspectos, contribuindo para a ocorrência de dias consecutivos com temperaturas mais altas e possíveis episódios de ondas de calor”, explicou.

Com temperaturas acima da média, outros efeitos também podem ser sentidos no estado, como a piora da qualidade do ar e a redução dos níveis dos reservatórios.

“Os efeitos dessa elevação geram um efeito em cascata. A umidade relativa do ar diminui drasticamente, o que afeta a qualidade do ar ,e, consequentemente, a saúde humana e animal. Além disso, há o aumento da evaporação, fazendo com que os reservatórios percam mais água para a atmosfera. Esse aumento térmico gera pressão sobre infraestruturas importantes, como o aumento na demanda por água e por energia elétrica”, pontuou.

Outro possível impacto, segundo a especialista, é sobre a próxima estação chuvosa prevista para o estado, entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027.

“Posteriormente, caso o fenômeno persista com intensidade forte ou muito forte, o impacto será sentido na qualidade da próxima estação chuvosa, que também se inicia no Sertão. O trimestre de dezembro de 2026 a fevereiro de 2027 tem alta probabilidade de estar sob a influência de um El Niño forte”, detalhou.

Diferença entre as regiões do estado

Embora o fenômeno influencie todo o estado, os efeitos tendem a ser mais intensos em algumas regiões. Segundo a meteorologista, Sertão e Cariri devem sentir os impactos de forma mais severa. “No Sertão e Cariri, o fenômeno intensifica as temperaturas elevadas e a baixa umidade no segundo semestre”, disse.

Já no Litoral, Brejo e Agreste da Paraíba a principal mudança causada pelo El Nino será a redução do volume total de acumulado de chuvas, segundo a especialista.

“No Litoral, Brejo e Agreste, a principal estação chuvosa ocorre no decorrer do outono e inverno. Sob a influência do El Niño, a tendência geral é de redução no volume total acumulado de chuvas. No entanto, isso não impede a ocorrência de eventos extremos e pontuais de chuva forte, como os registrados recentemente no final de abril/início de maio”, finalizou.

G1

domingo, 26 de julho de 2026

COM SHOW DE AMADO BATISTA , SANTANA DOS GARROTES ENCERRA CICLO DE FESTAS JUNINAS NO VALE DO PIANCÓ

 


Ao longo da temporada, a região promoveu 29 noites de festas, conforme as programações oficiais dos municípios, além de diversos eventos realizados em sítios e povoados.

Por Milton Jr.

26/07/2026 às 10:37 | Atualizado em 26/07/2026 às 10:38

Amado Batista - Reprodução / Instagram

Amado Batista (Foto: Reprodução / Instagram)

As festas juninas no Vale do Piancó chegam ao fim neste domingo (26), com a última noite da tradicional Festa de Nossa Senhora Sant'Ana, realizada no município de Santana dos Garrotes.

Ao longo da temporada, a região promoveu 29 noites de festas, conforme as programações oficiais dos municípios, além de diversos eventos realizados em sítios e povoados, fortalecendo ainda mais a cultura nordestina.

Milhares de pessoas passaram pelas cidades do Vale do Piancó durante os festejos, reunindo moradores da região e visitantes de várias partes da Paraíba e do Brasil para prestigiar as celebrações de Santo Antônio, São João, São Pedro e Nossa Senhora Sant'Ana.

Além da valorização das tradições culturais, o período também impulsionou a economia regional. Comerciantes, ambulantes, hotéis, restaurantes e diversos setores comemoraram o aumento nas vendas e na movimentação financeira, proporcionando um importante aquecimento econômico para os municípios.

Para encerrar a temporada em grande estilo, a última noite da Festa de Nossa Senhora Sant'Ana terá como principal atração o cantor Amado Batista, um dos maiores nomes da música romântica brasileira. A expectativa é de mais uma grande concentração de público em Santana dos Garrotes.

A programação da noite também contará com apresentação da cantora Kelly Silva, encerrando oficialmente o calendário das festas juninas de 2026 no Vale do Piancó.

Veja programação completa das festas juninas que rolaram pelo Vale do Piancó

Santo Antônio de Piancó

10 de junho (quarta-feira)

  • Rafael Dono
  • Os 3 do Nordeste
  • Luan Estilizado

11 de junho (quinta-feira)

  • Carlos Silva
  • Mara Pavanely
  • Seu Desejo

12 de junho (sexta-feira)

  • A Preferida
  • Fabrício Rodrigues
  • Taty Girl
  • Lucas Aboiador

São João de Diamante

12 de junho (sexta-feira)

  • Roberto Vaneirão
  • Noda de Caju
  • Lipe Lucena

13 de junho

  • Collo de Menina
  • Toca do Vale
  • Guilherme Ferry

São João de Boa Ventura

23 de junho (terça-feira)

  • Victor Santos
  • Breno Andrade
  • Tozinho & Cicinho Teclas
  • Marquinhos Pegação

24 de junho (quarta-feira)

  • Núzio Medeiros
  • Assum Preto
  • Bell & Alan

25 de junho (quinta-feira)

  • Malla 100 Alça
  • Roberto Vaneirão
  • Ruan Forrozeiro

São João de Conceição

24 de junho (quarta-feira)

  • Talita Mel
  • Yasmin Sensação
  • Banda Styllus

25 de junho (quinta-feira)

  • Desejo de Menina
  • Léo Magalhães
  • Forró do Nosso Jeito

26 de junho (sexta-feira)

  • Marcelo e Rayane
  • Victor Santos
  • Ramon e Randinho

Emancipação política de Curral Velho

25 de junho (quinta-feira)

  • Amado Lêla
  • Matheus e Kauan
  • Rafael Dono
  • Zé Bota Bom e Elson

26 de junho (sexta-feira)

  • Alissin Vieira
  • Cição do Acordeon
  • Raynel Guedes
  • Ruan Forrozeiro

São Pedro de Itaporanga

3 de julho (quarta-feira)

  • Bell & Alan
  • Luan Estilizado
  • Fernandinha

4 de julho (quinta-feira)

  • Cavalo de Pau
  • Lucy Alves
  • Kátia & Aduíllio

5 de julho (sexta-feira)

  • Fabrício Rodrigues
  • Rey Vaqueiro
  • João Pedro de Pedra Branca

9 de julho (quinta-feira)

  • Nattan
  • Walter Ramalho
  • Lívia Mara
  • Bel e Allan

10 de julho (sexta-feira)

  • Henry Freitas
  • Thiago Macaxa
  • Forró do Nosso Jeito

11 de julho (sábado)

  • Toca do Vale
  • Talita Mel
  • Forró Pegado
  • Luiz Carlos

Festa de Sant’Ana em Santana dos Garrotes

25 de julho (sábado)

  • Limão com Mel
  • Cavaleiros do Forró
  • Gisele Sousa

26 de julho (domingo)

  • Amado Batista
  • Kelly Sousa

Diamante Online

NASA PUBLICA FOTO DE LUA FEITA POR ASTRÔNOMO AMADOR EM CAJAZEIRAS

 


O Astronomy Picture of the Day é um dos projetos mais conhecidos da NASA na divulgação científica.

Por Redação

26/07/2026 às 09:52 | Atualizado em 26/07/2026 às 10:01

Imagem escolhida pela NASA - Divulgação - Nyêrdson Ferreira

Imagem escolhida pela NASA (Foto: Divulgação - Nyêrdson Ferreira)

A astronomia paraibana acaba de conquistar mais um importante reconhecimento internacional. Uma fotografia produzida em Cajazeiras, no Sertão da Paraíba, pelo astrônomo amador Nyêrdson Ferreira, foi escolhida para ilustrar a tradicional Astronomy Picture of the Day (APOD), iniciativa da NASA que, há três décadas, destaca diariamente algumas das imagens astronômicas mais impressionantes produzidas no mundo. A seleção é considerada uma das maiores distinções para astrofotógrafos profissionais e amadores.

A imagem, registrada em 28 de junho de 2026, revela uma belíssima visão da região do Mar da Tranquilidade e do Mar da Serenidade, explorando as sutis diferenças de coloração da superfície lunar. O resultado é conhecido como Lua mineral, técnica que realça diferenças reais na composição química do solo da Lua. Regiões mais azuladas indicam maior concentração de titânio, enquanto áreas em tons mais amarronzados possuem composição distinta.

O autor conta que sua paixão pela astronomia começou ainda na infância. “Nos primeiros anos do ensino fundamental, eu adorava a parte dos livros de Ciências que falava sobre o Sistema Solar. A Lua sempre foi o alvo mais acessível para os meus olhos e despertou um fascínio que nunca mais passou”, lembra. Em 2022, adquiriu seu primeiro telescópio e, desde então, passou a dedicar incontáveis horas ao estudo e à fotografia lunar.

Segundo ele, a escolha dessa região da Lua foi intencional. “Os mares lunares escondem algo especial. Quando aumentamos a saturação das cores durante o processamento, conseguimos revelar diferenças de tonalidade causadas pelos minerais presentes na superfície."

Nyêrdson também fez questão de enaltecer a qualidade da astrofotografia produzida no país.

“O Brasil é fortíssimo em astrofotografia!

Click PB



sábado, 25 de julho de 2026

BISAVÔ MATERNA DE MESSI ERA BRASILEIRA E NASCEU NO INTERIOR DE SÃO PAULO REVELA PESQUISADOR ITALIANO

 


Pesquisador revela ligação de craque argentino com o Brasil e Ribeirão Preto (SP); saiba detalhes.

Por Redação

24/07/2026 às 15:00 | Atualizado em 24/07/2026 às 15:04

Messi com a mãe Célia - Reprodução / Instagram

Messi com a mãe Célia (Foto: Reprodução / Instagram)

O craque argentino Lionel Messi tem, em suas raízes familiares, um pouco do Brasil, mais precisamente do interior de São Paulo. Parece aleatório, mas é o que mostra uma pesquisa feita por um italiano, que descobriu que um dos bisavôs do jogador nasceu em Ribeirão Preto (SP), no início dos anos 1900.

Bancário de profissão e historiador por paixão, Fiorenzo Santini é responsável por traçar a árvore genealógica do argentino.

A ideia surgiu quando o ainda jovem argentino começou a se destacar no Barcelona. Entusiasta do futebol e torcedor fanático da Inter de Milão, Fiorenzo teve curiosidade em saber a origem do sobrenome Messi.

Foi então que descobriu que há ligação italiana, já que Ângelo Messi, bisavô do craque, é da cidade de Recanati, na região de Marche e província de Macerata, na Itália. Em 1893 ele deixou o país europeu com a esposa rumo a Rosário, na Argentina.

– Eu consigo o contato do pai e conto a história, em 2015. Anos depois, o pai me procura para fazer a linhagem da mãe para que eles peguem a cidadania italiana – disse.

"DNA" brasileiro

Segundo Fiorenzo Santini, a pesquisa do lado materno da família de Messi começa com o tataravô dele, Raniero Coccettini, nascido em San Severino Marche, na mesma província da família paterna.

Na mesma região, com poucos quilômetros de distância, há elementos que comprovam as origens das famílias de outras personalidades argentinas, como o técnico da seleção, Lionel Scaloni, o ex-jogador de basquete Manu Ginóbili e o presidente do país, Javier Milei.

– Os vilarejos ficam próximos, cerca de 20 minutos de distância, na mesma província de Macerata – contou Santini.

Raniero então casa-se com Rosa Ricchezza e tem dois filhos ainda na Itália: Giulia e Francesco. A família parte para o Brasil a bordo do navio Washington e desembarca em Santos (SP) em 20 de setembro de 1899, conforme registros do acervo histórico do Museu da Imigração do Estado de São Paulo.

Na chegada ao porto, no entanto, Raniero Coccettinii tem o nome alterado para Ramiero Concenttini. A mudança de nomes e sobrenomes de imigrantes era comum à época por conta de dificuldades com a escrita e fonética do idioma original.

Raniero, agora Ramiero, é apontado, pelo acervo histórico do Museu, como agricultor. Ele foi contratado para trabalhar em uma das fazendas do Doutor Martinho Prado Júnior, em Rincão (SP), a pouco mais de 70 quilômetros de Ribeirão Preto.

A família passou a morar no interior de São Paulo e, em Ribeirão, Ramiero e Rosa têm outros dois filhos, conforme apontam informações passadas ao historiador pela prefeitura de San Severino Marche. Em 1º de janeiro 1900 nasce Ermínia e, em 27 de janeiro de 1904 nasce Arderigo.

Registro de San Severino Marche com a linhagem do tataravô de Messi (Raniero) e do bisavô (Arderigo) — Foto: Acervo Pessoal

Mudança no sobrenome

É por meio de Arderigo que há a mudança no sobrenome usado por Lionel Messi. De acordo com o pesquisador, isso aconteceu no momento do registro em Ribeirão Preto.

– O Arderigo, no Brasil, vira Federico. E o Coccettini muda para Cuccittini. O Federico é o bisavô do Messi – explicou.

Um ano após o nascimento do agora Federico, toda a família muda-se para Argentina. O desembarque ocorre em 27 de setembro de 1905 e eles vão para região de Rosário, onde nasce o avô do jogador, Antônio Cuccittini, a mãe Célia Maria Cuccittini e, em 24 de junho de 1987, Lionel Andrés Messi Cuccittini.

Foi justamente o sobrenome Cuccittini que fez o pesquisador chegar à ligação com o Brasil, já que não há nenhum antecedente dele na Itália. Fiorenzo ficou de 2019 a 2022 na busca pela montagem da árvore genealógica da família materna de Messi.

– Pesquisando, vi que não existia Cuccittini aqui. Só fui entender quando recebi documentos de um primo da mãe do Messi, que me contou a mudança de nome e sobrenome na chegada ao Brasil.

A pesquisa de Fiorenzo rendeu a Messi, em 2022, o título de cidadão de honra de San Severino Marche, na Itália.

O que ficou em Ribeirão?

Não há registros da presença de familiares de Messi em Ribeirão Preto nos dias atuais, já que todos foram para Argentina em 1905.

No entanto, o único elo entre a história dele e a cidade é uma rua localizada no bairro Vila Tibério, zona oeste da cidade. Curiosamente, é nesse bairro que nasce um dos clubes de futebol da cidade, o Botafogo-SP.

No bairro tem a Rua Martinico Prado, em homenagem ao fazendeiro que acolheu os ancestrais do jogador.

Martinho Prado Júnior, ou Martinico Prado, como era conhecido, foi, além de fazendeiro, um político brasileiro. Os pais viviam em uma fazenda em Limeira (SP) e, depois, em Araras (SP). Ele, no entanto, morou com os avós em São Paulo, onde se formou em direito, chegou a fundar o jornal e até atuou na Guerra do Paraguai.

Depois que casou, passou a morar e administrar as fazendas da família no interior do estado. Foi vereador em Araras e deputado estadual.

Ao conhecer Ribeirão Preto, comprou terras na cidade e formou fazendas. Como a região era forte na produção de café, ele e o irmão tornaram-se os maiores produtores de café do mundo e chegaram a receber visitas de reis europeus. Prado também era dono de casas de exportação próximas ao porto de Santos, o que facilitava os seus negócios cafeeiros.

Martinico Prado faleceu em 1906, um ano depois da partida da família italiana de Messi do interior paulista para a Argentina.

GE


    ENIÑO 2026 : ENTENDA COMO FENÔMENO CLIMÃTICO DEVE AFETAR A PARAÍBA

      Em 2026, previsões apontam que fenômeno natural pode se classificar como "forte" ou "muito forte", causando ondas de c...